Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Raw Traveller

Explorar o mundo através das lentes: um blog de viagem e natureza, onde as fotografias são a principal inspiração para a criação de narrativas visuais únicas, repletas de detalhes e curiosidades.

Raw Traveller

Explorar o mundo através das lentes: um blog de viagem e natureza, onde as fotografias são a principal inspiração para a criação de narrativas visuais únicas, repletas de detalhes e curiosidades.

01 de Dezembro, 2023

Fotografia Revelada: a elegância da Rola-do-mar na paisagem costeira de Aveiro.

rola do mar 3 FAV

(Estes post's têm como inspiração a rubrica do Sapo Viagens "Como fiz esta fotografia")

O Cais da Bestida na Murtosa (Aveiro) é um dos meus locais favoritos para fotografar aves: não só porque é um lugar calmo, mas também porque conseguimos estar perto das aves que estão a alimentar-se na maré baixa. Há uns mesesrouxe-vos uma fotografia do Pilrito-das-praias Calidris alba neste mesmo local; para ser mais precisoessa fotografia foi tirada no mesmo dia que esta. Por isso, hoje trago-vos a segunda ave fotografada neste dia.

A rola-do-mar Arenaria interpres é facilmente avistada na costa aveirense: basta irem ao paredão da barra e facilmente conseguem encontrar a pequena ave à procura de alimento nas rochas. No entanto, no Cais da Bestida é mais difiícil, pois a altura ideal é quando se forma uma pequena língua de areia junto ao paredão durante a maré-baixa. Esta pequena ave limícola, de patas curtas e alaranjadas, é facilmente identificada pelo padrão escamado, peito e barriga brancos. No nosso território é uma ave invernante, o que significa que vamos ter uma maior probabilidade de a encontrarmos nos meses de inverno, embora possa ser ocasionalmente observada no resto do ano. A sua distribuição permite que seja observada em praticamente todos os pontos da costa portuguesa, em especial nas praias arenosas e rochosas.

O pôr-do-sol, mais uma vez, é o mote de arranque para me encontrar deitado na areia molhada com temperaturas a rondar os 10 ºC (deve ter sido uma visão muito estranha para quem passava na estrada). Esta simples fotografia vive muito da luz refletida na água que ajuda a dar dimensão e um aspecto tridimensional à ave. Nela conseguimos ver restos de conchas que foram ou não (nunca sabemos) o seu alimento. O olhar calmo da ave é sinónimo de tranquilidade e de "autorização" para estar onde estou; apesar de estar com uma telefoto, encontrava-me a escassos metros da mesma. Por fim, as cores vibrantes ajudam a dar "vida" à fotografia! Podia continuar a falar da mesma, mas acho que o ideal é deixar-vos apreciar: a verdade é que nem todas as imagens têm de ter uma história incrível ou um significado marcante para eu lhes dedicar um artigo; as vezes, basta eu gostar delas.

Se tiverem lido o artigo do Pilrito-das-praias sabem que tinha ido até ao Cais da Bestida tentar fotografar a escrevedeira-das-neves. Ao sair da areia, parou um carro para me perguntar se eu tinha conseguido fotografar essa mesma ave, ao qual respondo que não, mas que passei um bom tempo a fotografar as aves que estavam a alimentar-se na areia... automaticamente perdeu o interesse. Vejam bem o poder que uma espécie tem!

1 comentário

Comentar post