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Raw Traveller

Entre viagens e caminhadas, este é um diário visual sobre vida selvagem e natureza, onde as fotografias são a principal inspiração para a criação de narrativas visuais únicas.

Raw Traveller

Entre viagens e caminhadas, este é um diário visual sobre vida selvagem e natureza, onde as fotografias são a principal inspiração para a criação de narrativas visuais únicas.

17 de Julho, 2025

Entre pedras e mato seco, há um movimento rápido… encontrei o maior lagarto da Península Ibérica.

Ao longo da marginal da Madalena, em Vila Nova de Gaia, entre os blocos de pedra, zonas de mato seco e o vaivém constante de quem passeia à beira-mar, surgiu um encontro inesperado. Entre a vegetação dourada pelo sol e o calor da manhã, reparei num movimento discreto — era um sardão.

O sardão (Timon lepidus), também conhecido como lagarto-ocelado, é o maior lagarto da Península Ibérica. Pode atingir mais de 80 centímetros de comprimento, com uma cauda longa, cabeça larga e escamas bem marcadas. Os ocelos azuis nos flancos são uma das características mais distintas e podem ser visíveis mesmo à distância, sobretudo quando apanhados pela luz do sol.

Um lagarto que também vive junto ao mar

Apesar de ser mais comum em zonas do interior, o sardão também se adapta bem a ambientes costeiros, desde que haja refúgio, calor e tranquilidade. Foi entre a vegetação seca, junto ao paredão da marginal, que o encontrei. Estava imóvel, a aquecer-se, perfeitamente camuflado entre os tons ocres das ervas e das pedras.

O local é frequentado por pessoas, bicicletas e até cães — por isso, encontrar ali um animal destes foi uma surpresa. Com calma, aproximei-me o suficiente para o observar e fotografar, sem perturbar o seu comportamento natural. Ao menor sinal de movimento brusco, desapareceu entre as fendas.

Um papel importante na natureza

O sardão é um predador oportunista: alimenta-se de insectos, pequenos répteis, ovos, frutos e caracóis. É diurno, territorial e normalmente tímido. Apesar do seu tamanho, não representa qualquer perigo para o ser humano.

É uma espécie protegida por lei em Portugal, o que significa que não deve ser capturado, perturbado ou morto. A sua presença em áreas urbanas ou semi-naturais é um bom sinal — indica que ainda há condições para a vida selvagem subsistir, mesmo perto das zonas humanizadas.

Registo fotográfico

A fotografia deste sardão foi feita com alguma distância, para não o assustar. A luz suave da manhã e o fundo seco criaram o cenário ideal para destacar os padrões da pele e os tons naturais do ambiente. Numa zona tão movimentada, foi preciso estar atento para não perder o momento.

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